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BPM não é subdivisão: o que o Créu e a Remada Viking ensinam sobre tempo musica

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Um comentário recebido no vídeo trouxe uma provocação boa demais para ficar só na caixinha de respostas. Aqui, a mesma discussão ganha remo, pedal e partitura tocável. Depois do vídeo sobre a Remada Viking e o Créu, recebi um comentário ótimo relacionando a discussão com a dança: será que, do ponto de vista do movimento corporal, subdividir o tempo não seria, na prática, o mesmo que acelerar? A resposta rendeu uma analogia náutica que vale a pena esticar — com barco, remo, marcha de bicicleta e código de partitura. Duas grandezas, um mesmo relógio Música é a arte de organizar som no tempo, e esse tempo tem duas réguas diferentes que costumam ser confundidas. Uma é o BPM — batidas por minuto, a velocidade do pulso. A outra é a divisão rítmica — como cada som individual é fatiado dentro de cada batida. Subir o BPM muda a duração de cada batida. Subdividir não muda a duração de nada: só decide quantos sons cabem dentro do espaço que já existia. É exatamente esse mal-en...

Vogais Nasais no Canto

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Vogais Nasais no Canto: Por Que São Tão Difíceis de Cantar (e Como Treinar a Sua) Se você já tentou cantar uma vogal nasal — aquele "ã" de "canta", o "õ" "ônibus" o "ẽ" de "dente" — e sentiu que a voz "fecha", perde projeção ou fica presa no nariz, você não está sozinho. As vogais nasais são um dos maiores desafios técnicos do canto em português, e é justamente sobre isso que fala o vídeo abaixo, complementado por este artigo com a explicação técnica completa e um exercício prático para você treinar agora mesmo. O Que São as Vogais Nasais? O português brasileiro é uma das línguas mais nasaladas do mundo, e isso tem consequência direta para quem canta. Diferente das vogais orais (a, e, i, o, u), nas quais o ar sai exclusivamente pela boca, as vogais nasais são produzidas com a passagem simultânea de ar pela boca e pelo nariz. Isso acontece porque o véu palatino (ou palato mole) — a parte móvel e...

Ritornelo na Partitura de Forma Simples e Sem Erros

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Se você está começando a ler partituras, é muito comum se deparar com alguns símbolos que parecem confundir a direção da música. Um dos maiores vilões dos iniciantes é, sem dúvida, o ritornelo . Você já se perdeu no meio de uma música sem saber exatamente para onde voltar? Neste artigo, você vai entender de uma vez por todas o que significa esse símbolo, como identificar o ritornelo frontal e o traseiro, e como utilizá-lo na prática. Para complementar este aprendizado e ver a explicação em tempo real direto na partitura, assista ao vídeo explicativo abaixo: O que é Ritornelo e Para Que Ele Serve? Ao contrário do que muita gente pensa, a palavra ritornelo não significa simplesmente "retorno". Em italiano, ela se traduz como refrão . Na história da música, os compositores utilizavam esse termo para indicar as seções que se repetiam ao longo da composição. Na grafia musical moderna, o ritornelo é uma indicação visual que economiza espaço na partitura. Em vez ...

3 sinais práticos de que você é iniciante no canto

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Ter voz bonita não é o mesmo que ter técnica vocal. Entenda a diferença — e por onde começar de verdade. Existe um mal-entendido muito comum entre quem está começando a cantar: a ideia de que ter uma voz bonita já é suficiente . Isso não é culpa de ninguém — nossa cultura trata o canto como um dom natural, algo que você tem ou não tem. Mas a realidade é bem diferente. Cantar com beleza e cantar com técnica são coisas relacionadas, mas não idênticas. E entender essa distinção é o primeiro passo para qualquer cantora ou cantor iniciante. A seguir, três sinais que mostram que você ainda está no início da jornada vocal — e por que isso é completamente normal. Sinal 1 — Você ainda não conhece sua extensão e tessitura vocal A extensão vocal é o conjunto de todas as notas que sua voz consegue produzir — do grave mais profundo ao agudo mais extremo. Já a tessitura é a faixa em que você canta com conforto, qualidade e sustentação. Em outras palavras: a extensão é o limite do...

EaD em música: quem abandona o curso — o aluno ou a instituição?

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Quando um aluno abandona um curso de música a distância, a explicação que costuma aparecer primeiro é a mais cômoda: falta de interesse, falta de disciplina, "EaD não funciona para música". Esse diagnóstico, repetido como mantra em grupos de professores e coordenadores pedagógicos, tem um problema fundamental — e uma pesquisa acadêmica o expõe com precisão. O estudo de Lilian Branco, Elaine Conte e Adilson Habowski , publicado na revista Avaliação (Unicamp/Uniso, 2020), mapeou 68 dissertações e teses brasileiras sobre evasão no ensino a distância produzidas entre 2007 e 2017. A conclusão é inequívoca: "percebemos um distanciamento por parte das instituições formadoras em relação aos problemas da evasão, o que gera uma diminuição ou isenção de responsabilidades, tendo em vista a tendência em atribuir suas causas a dimensões psicológicas do estudante". Em outras palavras: a academia pesquisou, os dados chegaram, e eles apontam para as instituições — não...